A Banca está pronta para a Inclusão Obrigatória?
A entrada em vigor do European Accessibility Act (EAA), a 28 de junho de 2025, marca um novo momento para o setor bancário europeu, ao tornar a acessibilidade digital uma obrigação legal e não apenas uma boa prática. A diretiva impõe que bancos e instituições financeiras garantam que todos os seus serviços, dos canais digitais aos terminais físicos, sejam utilizáveis por pessoas com diferentes capacidades, promovendo uma maior inclusão no acesso aos serviços financeiros.
O impacto é significativo. Plataformas de home banking, aplicações móveis, processos de autenticação e até caixas automáticas passam a ter de cumprir requisitos técnicos rigorosos, alinhados com standards como as WCAG e a norma europeia EN 301 549, garantindo interfaces perceptíveis, operáveis, compreensíveis e robustas para todos os utilizadores.
Para além da componente regulatória, especialistas destacam que a acessibilidade digital representa uma oportunidade estratégica para a banca. Ao simplificar a experiência e eliminar barreiras, as instituições conseguem não só cumprir a lei, mas também melhorar a relação com os clientes e alargar a sua base de utilizadores, num contexto cada vez mais competitivo.
“Mais do que um requisito legal, a acessibilidade digital é uma oportunidade para redesenhar a experiência bancária com foco real no utilizador. As instituições que integrarem estes princípios desde a origem estarão mais bem preparadas para responder às exigências do mercado e criar valor sustentável”, destaca José Almeida Torres, Banking Client Director da Softinsa.
À medida que a digitalização redefine o setor, a acessibilidade emerge como um fator relevante de inovação, confiança e diferenciação, obrigando a banca a acelerar a transformação e a integrar a inclusão na sua estratégia.
